quinta-feira, 13 de agosto de 2009

La lhéngua de l Mirandum


Durante muito tempo foram terras que ficavam lá para trás do sol-posto, cus-de-judas, fins do mundo. Isso ajudava ao fascínio desses lugares lá na esquina nordeste deste rectângulo que nos calhou em pátria. Eu sempre o tive, pelo menos.
Esta semana fui bater lá na esquina, que já não é tão longe como isso. Ainda retém tintas de mistério, ecos do fundo dos tempos trazidos nas fragas do rio que escava o planalto, nas pedras das casas, no som das gaitas e bombos, nessa lhéngua mirandesa que lá foi ficando e ainda se vai falando, apesar de tudo - e que mostra como também em Portugal não há só uma maneira de dizer as coisas. Aqui está ela.

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