Pela desenvoltura com que conduz pela estrada que mais parece uma linha dentro de um bolso, é alguém que passa por ali todos os dias. Parece-me impossível que alguém passe por ali todos os dias sem parar e ouvir as montanhas. Mas, provavelmente, eu também passo todos os dias por sítios que hão-de fascinar alguém. Vou ter mais atenção e, quando vir alguém parado a olhar, acharei que está a sentir qualquer coisa boa. Porque não? No fundo, sou um optimista.
Tudo como há um milhão de anos excepto a estradita, o pau vermelho e branco e o pópó mas enfim, não é difícil abstrair desses pormenores. Este blogue continua com muito bons textos e imagens, abstraindo aquela comparação entre touros e lagostas de há uns posts atrás contra a qual não consegui argumentar porque fazia muito calor.
ResponderEliminarA estradita, dado o mau estado, até podia ser uma "cañada" qualquer de transumância, não como há milhões mas, enfim, como há uns milénios. O popó e o pauzinho, (que é para sinalizar a estrada em tempos de neve, para quem não saiba)são no fundo o que justifica o post. Quanto aos touros e lagostas, está muito a tempo, JJ. Adorava ouvi-lo sobre o tema.
ResponderEliminarIsso também nos acontece com as pessoas- como estão todos os dias, deixamos de as ver- um pouco mais grave do que com os lugares.
ResponderEliminar~CC~